Ênfase e concordância em inglês
Em inglês, do, does e did podem aparecer em frases afirmativas para corrigir uma ideia ou insistir nela. A língua também repete o auxiliar para concordar sem repetir o verbo. Em português, muitas vezes usamos “sim”, “também” ou “também não”, sem um auxiliar equivalente.
Ênfase com do, does e did
Use do, does ou did com o verbo principal na forma básica para corrigir uma ideia ou insistir no que aconteceu. O auxiliar recebe a ênfase: “I do understand, but I don't agree.” Em português, podemos acrescentar “sim” ou “mesmo”, mas não traduzimos do como “fazer”.
Escolha does com he, she ou it no presente e did no passado, qualquer que seja o sujeito. O verbo principal fica na forma básica, sem -s nem passado: “She does work here” e “I did call yesterday”.
Subject + do , does, or did (stressed) + base-form verb . i-do-understand-but-i-dont-agree she-does-work-here-shes-just-away i-did-call-yesterday-but-nobody-answered
I do understand, but I don't agree.
She does work here; she's just away today.
I did call yesterday, but nobody answered.
Omissão do verbo repetido
Quando a segunda parte repete uma ação já mencionada, o inglês pode omitir o verbo e manter o auxiliar correspondente: “My sister works on Saturdays, but I don't.” Use do ou does no presente simples, did no passado e mantenha auxiliares como have ou can quando forem os da frase original.
Em português, podemos dizer apenas “mas eu não”, então essa omissão é familiar; o cuidado é escolher o auxiliar que combina com a primeira oração e com o novo sujeito: “I haven't finished yet, but Anna has.”
Subject + matching auxiliary for the omitted verb phrase . my-sister-works-on-saturdays-but-i i-havent-finished-yet-but-anna-has i-cant-come-tomorrow-but-my-brother
My sister works on Saturdays, but I don't.
I haven't finished yet, but Anna has.
I can't come tomorrow, but my brother can.
Dois usos de so
So tem dois usos aqui: em “So do I”, indica “também”; em “I think so”, retoma uma ideia inteira e corresponde a “sim” em “acho que sim”. Neither indica “também não”, como em “Neither can I”. Não confunda o so de concordância com o so que retoma uma ideia.
- sotambém
- neithertambém não
- sosim
Concordância afirmativa com so
Para dizer que você também compartilha uma afirmação, use so + auxiliar afirmativo + sujeito: “So do I.” O auxiliar acompanha o tempo e a estrutura da fala anterior; não escolha do automaticamente. Em português, basta “eu também”, sem essa inversão.
Em “So does mine”, mine substitui uma expressão com possessivo, como “my sister”: a resposta quer dizer que a irmã de quem fala também faz aquilo.
so + affirmative auxiliary + subject . so-do-i so-does-mine
So do I.
So does mine.
Concordância negativa com neither
Para concordar com uma afirmação negativa, use neither + auxiliar afirmativo + sujeito: “Neither can I” ou “Neither did I.” O auxiliar acompanha a frase anterior e vem antes do sujeito. Não acrescente not: neither já dá o sentido de “também não”.
Em português, dizemos “eu também não” sem mudar a ordem das palavras; em inglês, use neither para concordar com a negação.
neither + affirmative auxiliary + subject . neither-can-i neither-did-i
Neither can I.
Neither did I.
Concordância em uma conversa
A conversa mostra como escolher o auxiliar conforme a ideia anterior. “I work near the station” recebe “So do I”; com “My sister works there too”, a resposta muda para “So does mine”, porque o sujeito é mine, equivalente a “minha irmã”.
Para ideias negativas, a mesma lógica vale: “I can't drive” recebe “Neither can I”, e “I didn't take the bus” recebe “Neither did I”. O português pode usar a mesma resposta “eu também não”, mas o inglês repete o auxiliar correto em cada caso.
- A
I work near the station.
- B
So do I.
- A
My sister works there too.
- B
So does mine.
- A
I can't drive, so I usually take the bus.
- B
Neither can I.
- A
I didn't take the bus today, though.
- B
Neither did I.
Retomar uma ideia com so
Depois de verbos como think e hope, so pode retomar uma ideia inteira: “I think so” e “I hope so” querem dizer “acho que sim” e “espero que sim”. Aqui, so não significa “também”: não há inversão entre auxiliar e sujeito.
Nesses exemplos, o português usa “sim” para retomar o conteúdo anterior, e o inglês usa so. Essas construções evitam repetir a ideia inteira.
- A
Is the shop still open?
- B
I think so.
- A
Will we get there before it closes?
- B
I hope so.