Sintetizar fontes em japonês: 二つの記事では…

Nível B2

Sintetizar fontes em japonês: 二つの記事では…

Ao fim desta lição, você consegue dizer em que duas ou três fontes concordam, em que divergem e de qual delas vem cada informação. A ideia central é esta: uma síntese separa o que as fontes mostram (データ, dēta, os dados), o que cada uma conclui (解釈, kaishaku, a interpretação) e o que nenhuma diz, e nomeia a fonte de cada afirmação. O assunto é um só, os usuários de uma biblioteca, até a aplicação final, que passa a uma cafeteria.

Aquecimento: contar, relatar, tendência e o que o autor diz

Estas peças voltam nesta lição, mesmo que seja a primeira vez que você as vê. 本が三冊あります (hon ga sansatsu arimasu), “tem três livros”, e 友達が三人います (tomodachi ga sannin imasu), “três amigos estão aqui”, mostram duas palavras de contagem: 冊 (satsu) para livros e 人 (nin) para pessoas. テストは月曜日だそうです (tesuto wa getsuyōbi da sō desu), “ouvi dizer que o teste é na segunda-feira”, usa そうです (sō desu) para passar adiante o que você ouviu ou leu.

自転車で通勤する人が増えてきました (jitensha de tsūkin suru hito ga fuete kimashita), “cada vez mais gente tem ido trabalhar de bicicleta”, e 通勤が変わりつつあります (tsūkin ga kawaritsutsu arimasu), “o deslocamento para o trabalho está mudando”, descrevem uma tendência; つつあります (tsutsu arimasu) é mais de texto escrito. 筆者は、会議は短いほうがいいと述べています (hissha wa, kaigi wa mijikai hō ga ii to nobete imasu), “o autor afirma que as reuniões deviam ser curtas”, conta o que um texto afirma: と (to) fecha o conteúdo, e 述べています (nobete imasu) é “afirma”.

As palavras para falar de fontes

記事 (kiji) é um artigo, e 筆者 (hissha) é o autor do texto de que se fala. 情報源 (jōhōgen) é a fonte de uma informação. データ (dēta) é o dado; 解釈 (kaishaku), a interpretação. 同じ (onaji) é “igual, o mesmo”, e 違う (chigau) é “ser diferente”; em japonês é um verbo só. 増える (fueru) quer dizer “aumentar”: é o número que aumenta sozinho. 述べる (noberu) é “afirmar”. Para o assunto da lição, 利用者 (riyōsha) é quem usa a biblioteca, e 貸し出し (kashidashi) é o empréstimo de livros.

Duas fontes escritas: o jornal e a revista

As três primeiras linhas vêm de um artigo de jornal, 新聞の記事 (shinbun no kiji). As outras três vêm de um artigo de revista, 雑誌の記事 (zasshi no kiji). Ouça e procure o que se repete: o mesmo dado aparece com palavras diferentes, …になりました (ni narimashita, passou a) num e …に増えました (ni fuemashita, aumentou para) no outro.

Os números: 三百人 (sanbyakunin) são 300 pessoas, 五百人 (gohyakunin) são 500, e 千冊 (sensatsu) são mil livros. この五年で (kono gonen de) é “nestes cinco anos”, e 一日 (ichinichi) aqui é “por dia”. 前より (mae yori) é “mais do que antes”. 一方で (ippō de) abre outro lado do que foi dito, e 変わっていません (kawatte imasen) é “não mudou”. 場所 (basho) é “lugar”. O verbo descreve o substantivo vindo antes dele: 本を読む人 (hon o yomu hito) são as pessoas que leem livros, e 本を借りる場所 (hon o kariru basho) é um lugar para pegar livros emprestados.

Uma fonte em áudio: a bibliotecária no rádio

Ouça uma vez sem ler. A apresenta o programa, e B é a bibliotecária, 司書 (shisho). 図書館に来る人 (toshokan ni kuru hito) são as pessoas que vêm à biblioteca. 夜八時まで (yoru hachiji made) é “até as oito da noite”, e 使えるようになって (tsukaeru yō ni natte) é “desde que passou a dar para usar”. No fim de 借りる人もいますが (kariru hito mo imasu ga), が (ga) quer dizer “mas”. 勉強だけする人 (benkyō dake suru hito) é quem só estuda, e 多い (ōi) é “muitos”. 何人 (nannin) é “quantas pessoas”, e 数える (kazoeru) é “contar”. Repare no que B não dá: nenhum número de estudantes.

Dado ou interpretação?

Antes de comparar, separe. Nesta lição, データ é o que a fonte contou ou registrou: 500 usuários por dia, mil livros por dia. 解釈 é o que alguém conclui disso: que mais gente lê, que a biblioteca está virando lugar de estudo. Os dois artigos têm o mesmo número e chegam a conclusões diferentes: um número sozinho não decide qual conclusão é a certa.

…というのは (to iu no wa) pega uma afirmação e a transforma em assunto, como “isso de que…”. Depois dela vem データです ou 解釈です. Nestes dois artigos, cada interpretação fecha com と思います (to omoimasu), “acho que”, mas essa pista não vale para todo texto. A pergunta segura é: a fonte contou ou registrou isso, ou concluiu isso a partir de um número?

Concordar e divergir: 二つの記事では…

二つの記事では (futatsu no kiji de wa) quer dizer “nos dois artigos”. 二つ (futatsu) conta coisas em geral, で (de) diz onde, e は (wa) põe isso como assunto. Essa abertura enquadra a comparação; o resultado vem depois: 同じです (onaji desu), “é igual”, ou 違います (chigaimasu), “é diferente”. Na frase completa, …ですが (desu ga) liga as duas metades como “mas”. 数 (kazu) é “número”, e 利用者の数 (riyōsha no kazu) é “o número de usuários”; em 数える o mesmo kanji se lê kazo. Nos exemplos, os artigos concordam no número de usuários e divergem no que concluem dele. O número de empréstimos não entra aqui: só um dos artigos o traz.

二つの記事では、データ/利用者の数は同じですが、解釈/筆者の解釈が違います

Quem conclui o quê: …の筆者は…と述べています

Toda interpretação tem dono, então diga de quem ela é. 新聞の記事の筆者は (shinbun no kiji no hissha wa) é “o autor do artigo do jornal”; depois vêm o conteúdo, と (to) e 述べています (nobete imasu), “afirma”. O artigo dizia 思います, “acho”, porque quem falava era o autor. Ao relatar, você troca para 筆者は…と述べています, porque esse “acho” não é seu. それに対して (sore ni taishite) abre o segundo lado e opõe as duas conclusões no mesmo ponto. Você consegue relatar as duas sem escolher nenhuma.

新聞/雑誌の記事の筆者は、前より本を読む人が増えた/図書館が勉強する場所に変わりつつあると述べています

Dizer de onde vem cada coisa

…によると (ni yoru to), “segundo…”, nomeia a fonte, e そうです fecha a frase como informação recebida. Depois de um substantivo vem だそうです (da sō desu), como em 千冊だそうです. Para o rádio, diga quem falou: ラジオで司書は…と話していました (hanashite imashita), “no rádio, a bibliotecária disse que…”.

Se os dois artigos trazem a mesma informação, diga どちらの記事にも (dochira no kiji ni mo), “em cada um dos dois artigos”; どちら (dochira) é “qual dos dois”, e com も (mo) vira “os dois”. Diferente de 二つの記事では, que abre uma comparação, ele diz que a mesma coisa está nos dois. 書いてあります (kaite arimasu) é “está escrito”. Se só um traz, diga 雑誌の記事だけに (zasshi no kiji dake ni), “só no artigo da revista”. Sua própria posição vem à parte, com 私は… (watashi wa): …に賛成です (ni sansei desu) é “concordo com…”. Assim quem ouve sabe o que é da fonte e o que é seu.

O que nenhuma fonte diz

O rádio diz que tem vindo cada vez mais estudantes, e os artigos dizem que os usuários passaram de 300 para 500, ou seja, 200 a mais. Dá vontade de juntar as duas coisas, como na primeira linha: 増えた二百人は学生です (fueta nihyakunin wa gakusei desu), “os 200 a mais são estudantes”. A frase está bem formada, mas nenhuma das três fontes diz isso; ela está aqui só para você reconhecer o erro.

Em vez de completar a lacuna, mostre-a. …かどうかは分かりません (ka dō ka wa wakarimasen) é “não dá para saber se…”. Depois de um substantivo, かどうか entra direto, sem だ: 学生かどうか (gakusei ka dō ka). Com uma palavra interrogativa, fica só か: 何人かは分かりません (nannin ka wa wakarimasen), “não dá para saber quantos”. 三つの情報源では (mittsu no jōhōgen de wa) é “pelas três fontes”. A última linha resume a atitude: se a fonte não diz, você também não diz.

Sua vez e o resumo

As quatro primeiras linhas são uma síntese curta da biblioteca: o que é igual, as duas interpretações e o limite. Depois vêm dois artigos novos sobre uma cafeteria em frente à estação, 駅の前のカフェ (eki no mae no kafe). お客さん (okyakusan) é “cliente”, 百人 (hyakunin) são 100 pessoas, 二百人 (nihyakunin) são 200, 安くなった (yasuku natta) é “ficou mais barato” e 仕事をする場所 (shigoto o suru basho) é “lugar para trabalhar”. …からだ (kara da) é “é porque…”.

Cubra as quatro últimas linhas. Diga, nesta ordem, o que é igual, o que cada autor conclui e o que não dá para saber. Depois compare. Não acrescente nada que os artigos não digam.

Em resumo: 二つの記事では… enquadra a comparação, …の筆者は…と述べています dá dono à interpretação, …によると…そうです nomeia a fonte, e …かどうかは分かりません marca o que nenhuma fonte diz.

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